Quem sou eu

Nome: Maluia Kelemi
Idade: 25 anos
Local: Vivo na ilha de Maui, no Hawaii.

Neste blog vou colocar algumas coisas sobre a ilha, surfe, Havaí, curiosidades, entre outros. Seja BEM-VINDO!


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Archive for setembro, 2008

setembro 25th, 2008

HALEAKALA parque nacional, Maui

HALEAKALA parque nacional, MauiHaleakala National Park é o lar de Haleakala Crater, um vulcão não ativo.É o pico mais alto deMaui. A subida superior a 10000 pés acima do nível do mar, Haleakala’s tem graciosa encostas pode ser visto de qualquer ponto da ilha. Haleakala significa “Casa do sol” em havaiano, e lenda que ele tem o semideus Maui.

O parque em si abrange uma gama de ambientes naturais. Pode-se viajar em cima dos picos mais altos do Haleakala Cratera e andar acima das nuvens ou você pode caminhar por paisagens coloridas, desolados desertos. Como o parque estende para fora da costa mais próxima ao nível do mar, você pode até mesmo visitar luxuriantes zonas tropicais cheio de cachoeiras e riachos.

Muitos visitantes e habitantes locais acordam cedo para se dirigir até Haleakala Crater para assistir ao nascer do sol. Em uma clara manhã, ver o nascer do sol a partir da cimeira de Haleakala é uma experiência inesquecível. Talvez tão espetaculares são Haleakala’s ao pôr-do-sol brilhante, céu estrelado revelados durante a noite.

Você pode explorar Haleakala em seu próprio ritmo, de carro, bicicleta ou a pé. A longa estrada sinuosa Haleakala National Park, leva-se algum tempo para subir, mas vale a pena o esforço. Existem numerosas trilhas que oferecem vistas cênicas. Esta é uma das mais populares atracções turísticas de Maui.

Sede Central Park visitantes:
7000 metros acima do nível do mar, a Sede Central Park é a sua primeira parada. Este é o local perfeito para aprender sobre este extenso parque.

Haleakala visitante Center:
Em 9740 pés, o Haleakala Center é o melhor lugar para assistir ao nascer do sol Haleakala.

Kipahulu visitante Center:
Hana passe para aceder ao litoral Kipahulu visitante Center. Nesta imensidão se encontra uma bela pools de Oheo Gulch.

FACTOS RÁPIDOS
Nome: Haleakala National Park

O que é isso:
Scenic National Park, casa-de Haleakala Crater, o maior vulcão extinto na terra.

O que fazer:
Scenic drive, caminhadas, passeios bicicleta, descobrir plantas raras como o silversword, fotos maravilhosas, e pôr-do-sol memorável

O que levar:
Casaco, calças, cobertor, tênis para caminhada, alimentos, água, o tanque cheio de gasolina, protetor solar, máquina fotográfica. Não existe nenhum alimento ou gasolina no parque. Então, vá preparado. :)

As condições meteorológicas podem variar drásticamente,por isso leve roupas quentes e arejadas.

Direcções, horários e preços:
http://www.nps.gov/hale/index.htm

setembro 9th, 2008

Um gosto de lua

Um gosto de lua Hawaii

No topo do Haleakalã, a mais de três mil metros de altitude, turistas do mundo inteiro, mais de um milhão por ano, juntam-se enrolados em cobertores, tremendo sob temperaturas próximas a zero. Esse é um programa que começa às duas da manhã, porque só a subida do vulcão leva mais de duas horas. E é preciso chegar a tempo de ainda ver o mundo escuro, para então acompanhar o nascer do sol, que vai revelando pedras porosas, terras negras e crateras.

 

O cenário lembra a tal ponto a paisagem lunar que já foi usado para treinaento de astronautas. A vista tira o fôlego e, enquanto o sol ganha o céu, é impossível não pensar no semi-deus Maui travando sua batalha com o astro. Segundo a tradição havaiana, para que sua mãe tivesse mais tempo para completar as tarefas diárias, Maui enlaçou os raios solares até que a grande bola de fogo prometesse caminhar mais lentamente -uma bela explicação para o fato de a ilha de Maui, segundo seus moradores, ter mais horas de sol do que qualquer outro lugar do planeta.

Mas além de sol, Maui tem vento -e muito: 300 dias por ano. É um vento que não incomoda quem está se refestelando na praia, fazendo trilha, praticando ski aquático, e que ao mesmo tempo sopra as velas coloridas da capital do windsurf. “A combinação aqui é imbatível: vento, águas mornas e ondas grandes”, diz o chileno Luis Banto, 30 anos, três vezes campeão sul-americano desse esporte e há cinco anos um feliz morador da ilha. Luis chegou para treinar e acabou ficando.

Afastado do circuito profissional, ganha a vida como instrutor de windsurf na praia de Kaanapali -antigo playground dos reis havaianos, agora forrada de hotéis de luxo que oferecem até massagem à beira-mar. Enquanto o windsurf est

á espalhado em toda Maui, assim como o mergulho e o snorkling, o surfe aqui se concentra na cidade de Pa’ia, adotada também pelos hippies. Gavin Campbell, 23 anos, vende artigos de surfe numa lojinha de Pa’ia. Ele nasceu e cresceu no Havaí, e reluta em abandonar as ilhas pelo continente, como fazem muitos jovens em busca de melhores empregos.

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Gavin surfa antes e depois do trabalho (que o ocupa das 9h às 17h) e aluga um quarto por US$ 500 numa área considerada barata. É em Kahului, no centro de Maui, que vive a maior parte da população, em prédios de seis andares, entre poucas árvores e muito asfalto -outro planeta quando se compara esta área a Wailea, o endereço dos resorts exclusivos da ilha. O rapaz vive do salário de cada mês, sem guardar nada, mas diz que não troca a vida que leva por nenhuma outra. “O Havaí é muito caro porque é voltado para os turistas”, ele reconhece. “Mas aqui você paga também pela vista e pelo estilo de vida”, completa, resumindo o pior e o melhor das ilhas de água doce.

Na terra e no mar

Dois amantes queriam se casar. Os pais proibiram. O rapaz foi mandado para as montanhas; a moça, para o oceano. Em seu último encontro, eles partiram uma flor ao meio, cada qual levando uma metade consigo. É assim que os havaianos explicam a origem da Naupaka, uma flor branca pequenina, que realmente parece cortada ao meio: são quatro pétalas, de um lado só, e a metade de um miolo. A flor existe na terra e no mar. As lendas havaianas que ainda sobrevivem foram passadas de geração a geração através da hula -”poesia em movimento”, como define Kamika Nakanelua, 33 anos, recepcionista de hotel em Kaanapali e estudioso das tradições de seu povo. “Os havaianos não tinham língua escrita, então a música e a dança eram a forma de passar a história para os mais novos”, explica, lembrando que, em suas origens, a hula era dançado apenas por homens -dedicados a uma vida de disciplina e estudo para aprender os aspectos físicos e espirituais dessa tradição.

A hula quase desapareceu no início do século passado, com a chegada dos missionários britânicos que vieram colonizar as ilhas, depois de o capitão inglês James Cook descobrir o Havaí para o Ocidente, em 1778. “Os missionários acharam que era uma dança diabólica”, conta Leinaala Kuloloio, gerente do mais famoso luau de Maui, “The Old Lahaina”. Lahaina é a parte histórica de Maui, antiga capital da monarquia havaiana. Hoje é o centro das artes, dos restaurantes e dos luaus, as grandes festas celebradas na praia, misturando música, dança e muita comida. “Antigamente um luau durava semanas e as pessoas dançavam até cair”, diz Leinaala.

Amanhecer na praia de Waikiki

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As celebrações atuais duram poucas horas, começando com o pôr-do-sol, mas as receitas tradicionais ainda são servidas: como o “poi” (uma espécie de pirão feito da raiz da planta chamada “taro”, absolutamente sem gosto) e o porco “Kalua” (assado num buraco cavado na terra, que vira uma espécie de forno natural). A hula e os luaus são dois dos aspectos mais visíveis do chamado “Renascimento Havaiano”, que começou na década de 70 e marca uma mudança na percepção da cultura local, abafada primeiro pelos ingleses e, depois, pelos americanos. “Foram 150 anos de escuridão”, define Audrey Elliott, nascida em Honolulu há 74 anos.

Na praia, ela ensina os turistas a fazer pássaros e flores com folhas de palmeiras, e conta que tem um nome havaiano, Aukelle, coisa rara entre os nativos de sua idade. “A cultura havaiana foi desprezada desde a chegada dos ingleses. Minha avó não podia falar havaiano na escola”, lembra. Ela confessa que também não fala a própria língua: “Antes ninguém queria aprender porque era uma língua que estava morrendo”. Mas hoje as tradições estão “mais fortes do que nunca”, segundo Kamika Nakanelua, que domina a língua e a escrita locais.

Ele fala com orgulho das escolas bilíngues e da concorrência para entrar nelas -dominar inglês e havaiano virou sinônimo de bons empregos. Uma curiosidade: o alfabeto nativo tem só 12 letras, as cinco vogais mais H, K, L, M, N, P e W. A pouca diversidade dá origem a palavras enormes, repetições e espécies de soluços -como “humuhumunukunukuapua’a”, a maior palavra havaiana, que denomina um peixe pequeno. Kamika é parte do Hale Mua, grupo que há dois anos se dedica ao estudo das tradições havaianas. Um dia, ele vai tornar-se um “kumu” -professor.

Encostado numa palmeira, Kamika trança chapéus com as folhas da árvore. Aprendeu sua arte porque, quando pequeno, vivia se metendo em confusões. “Minha mãe disse: você precisa aprender alguma coisa que mantenha suas mãos e sua mente ocupadas”, conta. Ele não põe preço nas criações. “Quanto você quer pagar?”, pergunta. Uma americana loira paga US$ 10. Kamika explica que, para os havaianos, o dinheiro tem que ser dado, e não cobrado, para nunca faltar.

Fonte:marieclaire.globo.com/edic/ed104/rep_havai2.htm